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Salamanca do Jarau Cabernet Sauvignon

Recomendação Tintos&Tantos

Salamanca do Jarau Cabernet Sauvignon

Esse é um grande Cabernet Sauvignon. Daqueles que merecem letra maiúscula. Um Grande Cabernet Sauvignon.

Trata-se da expressão máxima do terroir da Routhier&Darricarrère, vinícola boutique da Campanha Gaúcha, onde uma família de franceses e uma família de canadenses produzem rótulos impressionantes.

O planejamento para um vinho de excelência começa no vinhedo. Videiras de baixos rendimentos com foco na concentração de compostos das uvas. Colheita manual, que permite a seleção criteriosa das uvas durante o processo.

Durante a vinificação, também encontramos alguns diferenciais bem interessantes, como a utilização de leveduras exclusivamente nativas, para garantir um verdadeiro vinho de terroir. Se quiser entender melhor o que são essas leveduras, clique aqui.

Ainda em produção, um ano de amadurecimento em barricas velhas de carvalho francês permitem o lento e gradual desenvolvimento do vinho, sem abusar da interferência no aroma e no sabor.

Pois bem. É com todo esse cuidado que Anthony Darricarrère produz o Salamanca do Jarau Cabernet Sauvignon, uma grata surpresa entre os tintos nacionais, com teor alcoólico de 12,5% e um final persistente na medida.

Aos olhos ele se apresenta brilhante e intenso. Ao nariz ele traz frutas escuras como ameixa, aromas amadeirados e alguma picância de atrativos condimentos. Os taninos estão bem presentes mas são agradavelmente macios. É, sem dúvida, um vinho complexo e muito bem elaborado.

Impossível degustar o Salamanca do Jarau Cabernet Sauvignon sem filosofar sobre qual a opção melhor de harmonização. Nossa dica? Uma carne vermelha grelhada, bem suculenta e acompanhada de batatas sauté. A que temperatura? A aproximadamente 18°C.

Vale ressaltar que o rótulo que foi degustado era da safra de 2013, e a boa estrutura dele nos leva a crer que se trata de um vinho produzido para envelhecer bem, certamente, por uma década. Aqui vale um esclarecimento: a safra indica o ano da colheita, ainda que a informação do ano da colheita possa também coincidir com o ano de produção do vinho, e até da sua comercialização. Se quiser ler sobre a importância da safra para um determinado vinho, clique aqui.

Agora, se você ainda não está convencido de que essa é uma excelente escolha, saiba que esse rótulo está na carta de vinhos do restaurante brasileiro de maior prestígio internacional, o D.O.M., do chef Alex Atala.

Mas a gente não pode finalizar sem dizer que ele tem uma excelente relação custo X benefício, e sem explicar um pouquinho o nome desse vinho. Salamanca do Jarau é uma das muitas lendas do folclore gaúcho.

Diz a lenda que uma princesa moura com poderes mágicos e um sacristão jesuíta, apaixonados um pelo outro, ficaram presos por um encantamento, em uma caverna nos pampas, de onde foram salvos após 200 anos de confinamento.

A princesa, de nome Teiniaguá, está representada no rótulo, que foi desenhado pelo artista plástico gaúcho Gelson Radaelli.

Salamanca é uma palavra usada para designar uma caverna encantada (além de ser, também, o nome de uma cidade espanhola de menos de 150 mil habitantes). E o cerro do Jarau é uma cadeia de morros com cerca de 200 metros de altura que fica no oeste do Rio Grande do Sul, onde o Brasil faz fronteira com o Uruguai.

Pois bem. Salamanca do Jarau seria, portanto, a caverna mágica localizada no cerro do Jarau. Mas, mais do que isso, Salamanca do Jarau é o nome desse espetacular vinho, que a gente faz questão de recomendar, aqui, para os nossos leitores!

E, se quiser conhecer um outro rótulo também produzido pela Routhier&Darricarrère, clique aqui.

E, se quiser saber mais sobre a Recomendação Tintos&Tantos, clique aqui.




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